Miradouros que os residentes usam
- Miradouro de São Cristóvão, Boaventura — panorâmica da costa norte, sem parque para autocarros, quase sempre vazio
- Miradouro do Guindaste, Faial — plataforma suspensa sobre 500 m de falésia, mais dramático do que o Cabo Girão e gratuito
- Fajã dos Padres, Câmara de Lobos — teleférico de 90 segundos por uma falésia de 300 m até bananeiras, mangueiras e um restaurante à beira-mar
- Pico do Facho, Machico — a mesma vista de 360° da Ponta do Rosto, a 10 minutos do aeroporto e com acesso de carro
- Levada do Norte no Estreito — 45 minutos planos entre vinhas, ignorada por não ter número PR
Armadilhas turísticas e letra pequena
- Carro de cesto do Monte — 35 euros por 10 minutos que acabam 2 km antes do Funchal; suba de autocarro 20 e desça a pé pela Levada dos Tornos
- Piscinas do Porto Moniz em dia de cruzeiro — vá antes das 10h ou depois das 15h, ou nade no Seixal, com a mesma geologia de lava
- Cabo Girão ao meio-dia — entre as 10h e as 14h é um gargalo de autocarros; ao nascer do sol ou depois das 17h está vazio
- Táxi do aeroporto com preço fixo — o taxímetro até ao centro do Funchal marca 22 a 28 euros; peça "com taxímetro, por favor"
- Multibanco a propor cobrar na sua moeda — escolha sempre euros, a taxa de conversão do terminal é má
- Couvert — o pão, azeitonas e patê não são grátis: custam 2 a 12 euros e podem ser recusados
Comer e beber como quem cá vive
- Poncha pescador — aguardente de cana, mel e limão, batida com caralhinho; 2,50 a 3,50 euros
- Nikita — cerveja, ananás e gelado de baunilha, inventada em Câmara de Lobos nos anos 80
- Lapas grelhadas — 8 a 10 euros o prato, numa tasca à beira-mar
- Prego no bolo do caco — a sanduíche madeirense, 5 a 7 euros, ideal depois dos bares
- Bolo de mel — bolo escuro de mel de cana; compre numa fábrica do Funchal, não no aeroporto
Banhos fora dos guias
- Doca do Cavacas, Funchal — poço de maré gratuito a 15 minutos do centro
- Piscinas naturais do Seixal — a mesma lava do Porto Moniz, sem multidões e sem bilhete
- Prainha, Caniçal — a única praia de areia natural da ilha, de areia vulcânica escura
- Complexo balnear da Ponta Gorda, Funchal — cerca de 3 euros, quatro piscinas, onde as famílias passam domingo
Perguntas frequentes
Qual é a maior armadilha turística da Madeira?
O carro de cesto do Monte: 35 euros por dez minutos que terminam 2 km antes do Funchal, obrigando a pagar táxi depois. Suba de autocarro 20, visite os jardins e desça a pé pela Levada dos Tornos ou apanhe o 21 de regresso.
Há burlas na Madeira?
A ilha é das mais seguras da Europa. Os problemas são de letra pequena: táxis do aeroporto a propor preço fixo em vez de taxímetro, terminais de pagamento a converter para a sua moeda, e o couvert somado à conta. Peça taxímetro, escolha euros e recuse o couvert se não o quiser.
Onde bebem poncha os madeirenses?
Em Câmara de Lobos e na Serra de Água, na versão tradicional de pescador com aguardente, mel e limão. Os bares turísticos do Funchal vendem sobretudo a versão de maracujá, mais doce.
Como evitar as multidões no Porto Moniz?
Chegue antes das 10h ou depois das 15h — os passageiros dos cruzeiros aparecem entre as 10h30 e as 13h. Melhor ainda: nade nas piscinas naturais do Seixal, a 30 minutos, com a mesma geologia e sem autocarros.
Mais em Essenciais
Porta de entrada e planeamento geral da visita.
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